Semana Nacional de Educação e Cultura
Data: 09 a 15/10/12009
Público alvo: Diretores de ITQ ;DEBQs; professores, alunos, membros.
Programação: Vigília; palestras e oficinas
Local: I E.Q – Jardim Industrial
VEM AI O CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA EM VILA VELHA-ES.  FAÇA JÁ SUA RESERVA PAGANDO PARCELADO. Será em 2010

Presidente do ITQ/045MG – Revm ª. Rosemary Genaro
Diretora: Pra. Mirma Figueiredo
Atendimento de Segunda à Sexta  15:00 às 22:00 horas e Sábado de 8:00 às 14h

Rua Viriato Luzitano, nº 89, Jardim Industrial; ao lado da Igreja do Evangelho Quadrangular do pastor Antônio Genaro.

 

Fones: 3362-7399  /  8734-6791

                                        
 INFORMATIVO/04
     
    SEMANA NACIONAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA – SGEC  2009

TEMA: JOÃO17.17

A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para a sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita (Jo 17.17, 1Ts 4.3, 5.23 e 4.7). Ele ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo (Pv 4.18, Rm 12.1-2, Fp 2.12-13, 2Co 7.1 e 3.18, Hb 12.14, Rm 6.19, Gl 5.22 e Fp 1.9-11)
A santidade humana pode ser contaminada, mas a divina é absoluta e por isso não pode ser contaminada. Sua principal linha não é a preocupação de não ser contaminada e sim a de influenciar. Por exemplo: Deus é santo e a terra onde ele habita é terra santa (Êx 3.5). O monte Sião, onde ele habitava (Sião é um símbolo da igreja) é santo (Sl 99.9) por causa dele. Tudo que promana de Deus é santo. A lei é santa (Rm 7.12). Tudo que é dado ao Senhor passa a ser santo. A santidade passa a ser um dos atributos mais enaltecidos de Deus. Não significa que ele seja  algo de utilidade, mas que ele é ativo, não apenas separado do mundo; que ele é distinto, acima dos demais. Quando o termo santo é aplicado a Deus é neste sentido: ele é distinto dos demais, absolutamente cortado do nosso ambiente moral, mas nunca isolado....
Vivemos numa época em que, resumidamente, resume-se em três palavras: rapidez, mudança e competitividade. E se nós, cristãos, quisermos acompanhar esse novo tempo, sem perder as bases de nova fé e prática cristã, precisamos atender a recomendação da Palavra de Deus, que nos diz: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo; já é hora de vos despertardes do sono...” (Rm 13: 11). Que sono é esse? Certamente diz respeito à sonolência espiritual da acomodação e negligência, pois é certo que há muitos cristãos dormindo no ponto, parados no tempo, desapercebidos do fato de que enquanto “dormem” as coisas mudam. Tudo muda... todos mudam... menos aqueles que andam na verdade.
Você pode ser um cristão moderno; alguém que sabe aproveitar as oportunidades, estando sempre atualizado, preparado para viver este novo tempo, com eficácia e satisfação. Todavia, nunca, de maneira alguma, permita que os estranhos conceitos daqueles que não têm nada haver com Deus determinem o seu modo de agir e de pensar.
                                                      Pra. Mirma Figueiredo
                                                 Diretora do Instituto Teológico Quadrangular - Jardim Industrial

MISSIO DEI: MISSÃO QUE SANTIFICA ATRAVÉS DA PALAVRA DE DEUS

Missio Dei – significa que a missão é obra de Deus. Ele é o sujeito ativo da missão. A missão é realizada através da Palavra de Deus e é capaz de santificar e orientar o ser humano em direção a verdade absoluta que é Jesus Cristo (Jo 8. 32). Não há participação em Cristo sem participação em sua missão ao mundo. Portanto, não cabe à igreja decidir se ela quer fazer missão, mas ela só pode decidir se quer ser igreja (Mt. 28.16-20). Ela não pode determinar quando e onde será feito missão, pois missão sempre é indicativa de Deus, como fica evidente sobre tudo no livro de Atos, que reflete a peregrinação dos apóstolos, dos seguidores de Cristo que não escolhiam o que queriam fazer, mas eram orientados pela Palavra de Deus e seguiam a vontade dele. Um desses exemplos, foi Estevão que mesmo com muitas perseguições, discursou no Sinédrio (At. 7. 1-60) e acabou apedrejado. Ele não buscava glórias para si, mas glorificar o nome do Deus que é a verdade santa.
Desta forma, a missão é a proclamação da mensagem a toda a humanidade e sua congregação na igreja. É inerente à natureza da revelação e conseqüentemente, da natureza de Deus, que a Palavra seja dirigida a todas as pessoas, e lhe oferecida à oportunidade da fé e da redenção. Assim, a igreja é responsável por toda a humanidade.
Autor: Douglas Siqueira dos Santos

 

Bibliografia

 VINCEDON, Georg. A missão como obra de Deus: introdução a uma teologia de missão. São Leopoldo: Sinodal, 1996, pp127.

SOUSA, Ricardo Barbosa de. O Caminho do Coração: ensaios sobre a Trindade e a Espiritualidade Cristã . 4 ed. Curitiba: Encontro, 2002. 216p.

Carlos René Padilla

O presente tema propõe discuti sobre a missão da Igreja que deve ser integral, que olha o ser humano com um todo. Fala de um Reino que inaugurou com o evento Cristo mas ainda não se estabeleceu plenamente. A igreja expressa esse Reino tanto através da ação e busca por justiça social, educação e igualdade social entre as sociedades humanas, como pela sua evangelização. A missão integral propõe reflexão sobre o Reino que se estabelece sobre a base do amor. Preocupa-se não somente com as necessidades espirituais da humanidade, como também suas necessidades bio-psíquicas e sociais. Propõe a redenção e reconciliação do mundo como sistema, pois somente quando se é liberto desse sistema é que pode servir ao outro. A proclamação do Reino de Deus é um chamado à conversão, ou seja à reorientação para Deus e para o outro. Padilla, um teólogo latino-americano, coloca que Jesus Cristo é o próprio Reino em ação. Portanto render-se a Jesus Cristo significa render-se ao Reino de Deus.

PADILLA, 1984, p. 113.Missão Integral: ensaios sobre o Reino e a Igreja do próprio Padilla

     Psicóloga Rebeka palestrando sobre : “Aconselhamento Cristão”

Síntese: Quando pensamos em aconselhamento, nos remetemos a idéia de princípios, valores, condutas, entre outros. Esquecemos, portanto, que o propósito central de estarmos ali é de zelar por um outro que está aflito por uma série de fatores e/ou situações que geram sentimentos difíceis de se lidar - sentimentos tais que podemos nos identificar com eles. O ato de aconselhar diz de entender a pessoa que te procura, o contexto em que ela está inserida e a sua dor. O conselheiro eficaz é aquele que se dispõe a ser um instrumento nas mãos de Deus para trazer conforto e clarear o caminho de quem necessita. Para tanto, precisamos entender e aprender a lidar com a nossa própria dor e angústia, reconhecer as nossas fraquezas e dificuldades para, então, estarmos preparados e nos colocar a disposição de Deus para atuar, não como juízes ou ditadores, mas como facilitadores, abençoadores e restauradores de vidas!
Yalom, Irvin D. Os desafios da terapia: Reflexões para pacientes e terapeutas.
- Algumas idéias a respeito de Terapêutica. In: Diálogo Maiêutico e Psicoterapia Existencial. p. 31 - 50
- Rogers, Carl . As características de uma relação de ajuda. In: Tornar-se pessoa. p.45 - 81
- Kinet, Antônio. As funções das entrevistas preliminares. In: Aa 4 + 1 condições de análise.
- Freud, Sigmund. Sobre o início do tratamento, vol.12

Palavra de reflexão!

No decorrer de sua história a educação brasileira tem passando por fases significativas de mudanças. Esta, fruto de uma pedagogia tradicional, com origem na doutrina dos jesuítas, permaneceu muito tempo com idéias puramente positivistas, onde o aluno era apenas um receptor de conteúdos prontos, transmitidos pelos professores. Por volta do século XIX surge a Escola Nova, com base na teoria educacional de John Dewey. Que propunha dá mais ênfase a ação do que a teoria. Portanto, a pedagogia da ação. Com o intuito de valorizar a experiência do aluno.
Com a ausência da escola Nova, que fracassou, surge a pedagogia tecnicista, com o desenvolvimento da indústria. Com base nas ciências e nas técnicas, onde cada aluno era visto como ferramenta de trabalho específico. Portanto, uma pedagogia com tendências muito voltadas para o positivismo. Podemos assim dizer: uma versão moderna da escola tradicional. Já nas décadas de 50 e 60 foram marcadas pela alfabetização de adultos com a pedagogia da libertação, de Paulo Freire. Pedagogia essa que veio clarear muitas mentes educadoras que passaram a ver possibilidades onde habitavam cinzas. Entretanto, nos dias atuais, mesmo com as mudanças políticas, tecnológicas, sociais, comportamentais... a educação ainda é ministrada com base tecnicista, cuja metodologia é autoritária e antidemocrática.
Percebe-se que apesar destes avanços, de se ouvir dizer que a escola é um direito de todos e dever do Estado. Esta, na prática, permanece seletiva e excluidora, como sempre foi. Uma vez que usa uma medida só para todos os alunos, o que desrespeita a individualidade do ser. Daí, o triste e preocupante resultado: a cada ano, grandes escolas fecham salas de aulas. E a pergunta solta no ar: para onde estão indo seus alunos? A resposta é arrepiante: estão nas bocas de fumo tentando sobreviver. Pois a única oportunidade que têm de mudança de sua história de sofrimento é a escola. E esta, sem perceber, lhes fecha as portas.
Com isso, não quero dizer que desconheço todo o sistema político, econômico e social em que a escola está inserida. Sei perfeitamente que a escola é apenas uma engrenagem neste grande contexto. Entretanto, é a escola responsável pela formação de mentes humanas por trabalhar com o conhecimento formal. E, o que observamos é que o sistema ideológico político é tão bem emaranhado que, nós educadores, acabamos sendo arrastados por ele, conformados. Acreditamos que a vida é assim mesmo e não podemos nada fazer. Enfim, ficamos em cima do muro, sem assumir a nossa verdadeira responsabilidade: abrir mentes e educar para a cidadania.
Sei a importância de todos os profissionais para o desenvolvimento de um país. E, o mais interessante é que cada um deles, só se torna profissional se passar por mãos de vários educadores. Daí, eu considerar que temos capacidades suficientes para plantarmos a semente de libertação da cegueira humana em muitas mentes.
Com isso quero chegar ao titulo deste texto: pedagogia do afeto. É esta minha bandeira de luta enquanto puder ser educadora e gente. Precisamos olhar cada aluno que adentra nos portões escolares com um olhar específico e extremamente acolhedor para que este se sinta motivado a voltar todos os dias em busca de sua arma de libertação: o saber. Ao invés de estar usando a mão como arma para se destruir com drogas ou assaltando a mão armada.
Essa mesma pedagogia poderá ser chamada de: pedagogia do respeito; da dignidade; da valorização do ser; da paz. Não importa. O fato é que há uma necessidade social gritante desta pedagogia ser posta em prática enquanto há tempo para sermos educadores. Pois, do jeito e com a rapidez que as coisas estão caminhando nossa escola está prestes a fechar definitivamente suas portas por falta de competência em realizar a sua missão de educar.
Fácil sei, não é, mas já pude constatar várias vezes, em questão de semanas o aluno carimbado de “mau”, se transformar em um ser humano doce e carinhoso. Isto apenas usando a pedagogia do afeto. Com isso não significa dizer que devemos passar a mão na cabeça e dizer amém pra tudo que o aluno faz. Mas sim, olhá-lo com os olhos do coração e demonstrar que acreditamos em seu potencial, enquanto vamos lhe apresentando regras disciplinares. A pedagogia do Mestre deve ser incorporada à nossa forma de ensino. O ser humano tendo sua auto-estima resgatada,ele torna-se motivado e com isso as limitações humanas são preenchidas pelo prazer da realização.
            Percebe-se no cotidiano de sala de aula do seminário bíblico, que alunos vocacionados têm um grau de aprendizado maior, mesmo que seu grau  de escolaridade seja apenas o primário. Porém mesmo sendo vocacionado, ele precisa de educadores conscientes, promotores de crescimento, afeto, acolhimento.
Pra. Mirma Figueiredo

“Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam"!    Lucas 11:28

 

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